Google Cloud está diminuindo sua participação na receita do Google

Google Cloud está diminuindo sua participação na receita do Google

A redução da participação na receita pode atrair mais negócios em nuvem, o que pode ajudar o Google a reduzir ainda mais a dependência de publicidade

O Google Cloud Platform (GCP), por decisão do Google, está diminuindo o seu percentual de participação na receita de 20% para 3%, segundo a CNBC que falou com uma pessoa familiarizada com o assunto que pediu para não ser identificada para falar sobre políticas internas.

Esse é mais um esforço recente do provedor de nuvem para se tornar mais competitivo, desde que Thomas Kurian ingressou como CEO em 2019. O Google, que segue a Amazon Web Services (AWS) e o Microsoft Azure em infraestrutura de nuvem, está tentando atrair mais  fabricantes de software independentes para vender seus produtos na nuvem do Google.

O porta-voz do Google à CNBC disse, por e-mail, que “Nosso objetivo é fornecer aos parceiros a melhor plataforma e os incentivos mais competitivos do setor […] Podemos confirmar que uma mudança em nossa estrutura de taxas do Marketplace está em andamento e teremos mais para compartilhar sobre isso em breve.”

As grandes organizações de tecnologia, nos últimos tempos, estão reduzindo a quantidade de dinheiro que retêm em suas plataformas, seja para aplicativos de consumo ou produtos comerciais. Parte da pressão está relacionada à concorrência, ao mesmo tempo em que as preocupações regulatórias e legais também estão aumentando.

No meio deste ano, a empresa diminuiu a porcentagem que mantém com as compras na Play Store, de 30% para 15% para o primeiro milhão de dólares em receita que um desenvolvedor ganha a cada ano.

No mercado do Google Cloud, os usuários podem encontrar produtos de empresas de software como Confluent, Elastic, MongoDB e Twilio. Porém, existe a falta de produtos de empresas como Accenture, Equifax, FactSet, Freshworks, Hewlett Packard Enterprise e Xilinx, que possuem os seus produtos no mercado da AWS.

Em um comunicado, Charlotte Yarkoni, diretora de operações de nuvem e inteligência artificial da Microsoft, disse: “Nossas taxas se destinam apenas a compensar nossos custos operacionais de faturamento e cobrança de clientes e de operação do mercado”. 

Yarkoni acrescentou que “Não estamos tentando dividir a receita de nossos parceiros. Nosso ecossistema é um canal para ajudarmos os parceiros a vender suas soluções, e não o contrário, ao contrário de outros fornecedores de nuvem.”

Fonte: CNBC

Imagem: Alex Castro/The Verge




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